No Natal meu Ale quis me dar de presente este guia, muito completo e fácil de usar, perfeito para uma iniciante iniciantíssima ornitóloga de grande cidade. Edições totalmente esgotadas do livro, havia um único exemplar na FNAC do Shopping Morumbi. Estávamos cheios de afazeres e saindo para viajar, não pudemos ir lá buscá-lo.
No meu aniversário, Ale já tinha encomendado um lindo binóculozinho para minhas observações e foi atrás de pegar o tal último exemplar do guia, mas descobriu que tinha aido vendido. Nem sinal de novas edições, nossa esperança de ter esse guia foi por água abaixo.
No aniversário do Ale, Mércia, minha sogra preferida, totalmente bruxinha que é boa (citação de Maria Clara Machado, "A bruxinha que era boa", que enquadra muito bem com minha querida sogra), me trouxe presentes de aniversário atrasados. Um deles era... o último exemplar do guia!!!!!!!!!!!
Vocês podem pensar que ela estava antenada e que se adiantou, foi lá e comprou, mas nada disso. Ela não sabia nada dessa história, apenas sabia de meu interesse por pássaros e queria me dar um livro sobre isso. Só achou esse guia e comprou meio sem convencimento, pois queria um livro mais bonito (na dedicatória, ela diz que esse não é bem um "liiiiivro"...). Acho que esse livrinho era pra ser meu mesmo...
Bom, já está em uso. Andei pesquisando alguns pássaros que via por aqui e não tinha a menor idéia. Descobri corroíra e joão de barro. Uma belezinha.
A lista, pequena, agora está assim:
sabiá-laranjeira - Turuds rufiventris
bem-te-vi - Pitangus sulphuratus
sanhaço cinzento - Thraupis sayaca
cambacica - Coereba flaveola
alma de gato - Piaya cayana
joão de barro - Furnarius rufus
corruíra - Troglodytes musculus
tesourão - Eupetomena macroura
rolinha - Columbina talpacoti
maitaca - Pionus maximiliani
pardal - Passer domesticus
Para finalizar, o link do livro Aves do Campus, sobre pássaros das matas da USP, download grátis:
http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/usp/primeiro_trimestre/imagens/Aves/aves_no_campus/index.html
Mandala Jardim Trololo
sexta-feira, 18 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Dia de Ale
Hoje meu grande amor faz 40 anos. Metade deles ele esteve comigo ao seu lado. Isso é muita coisa, não? Hoje é dia de desejar saúde e amor, e que tenhamos, pelo menos, mais 40 anos pela frente, absolutamente juntos. Ontem, falando sobre a eterna possibilidade da "síndrome de gauguin", de deixar tudo pra trás e partir para uma nova vida, inspirados pelo próprio Gauguin e suas experiências no Taiti, Ale me disse que teria que ser como a música de Caetano (Você não entende nada), "eu quero é ir embora, eu quero dar o fora, mas quero que você venha comigo...". Que linda declaração de amor, não é? Pois para mim esta é uma boa medida, pois sempre digo: se eu tivesse que ir para uma ilha deserta e escolher uma pessoa para ir comigo, escolheria o Ale, sem dúvida. Então é assim, que ao longo do tempo, construindo e reconstruindo, conhecendo e reconhecendo, admirando e curtindo, vamos nos amando e amando mais ainda a cada dia.
Meu Ale, a você muita saúde, properidade e amores. Os nossos e todos os que você merece, dos amigos e familiares. E que você sempre esteja por perto!
Para concluir, fiz uma Incursão chamada Amor Trololo dedicada ao Ale. Está aí à direita, abaixo das outras. Ainda está em construção, mas no geral é um resumo de nossa vida a dois, três, quatro, cinco, o amor Trololo.
Meu Ale, a você muita saúde, properidade e amores. Os nossos e todos os que você merece, dos amigos e familiares. E que você sempre esteja por perto!
Para concluir, fiz uma Incursão chamada Amor Trololo dedicada ao Ale. Está aí à direita, abaixo das outras. Ainda está em construção, mas no geral é um resumo de nossa vida a dois, três, quatro, cinco, o amor Trololo.
Nós somos esta mandala do Jardim Trololo
rosa (Rosa), lagarto (Chico), flor de maracujá (Alice), pau e terra fértil (não preciso explicar)
e também os amigos borboletas e violetas
está de bom tamanho, por ora!
Mas os planos são de ainda colhermos muitas flores e muitos frutos, pois a semeadura é eterna e não pára em nós Trololos. Temos gente querida por perto e isso vale muito, pois multiplica as safras e garante a farta colheita. Oxalá meu oxalá!
Um beijonaboca a você.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A compostagem
A compostagem é um tema que requer muitas postagens nesse blog. Antes de tudo, é uma atividade constante do jardim como sistema, sempre dinâmica.
Aqui em casa fazemos a compostagem com os restos crus de alimentos vegetais: cascas, sementes e restos de frutas, legumes e verduras em geral. Também vão para a composteira os materiais orgânicos gerados pelo próprio jardim, como galhos e folhas, grama, frutos, etc.
Há muitas formas de fazer uma composteira e é sempre bom ter espaço. Mas já há tecnologias para casas sem quiantal e apartamentos, como as do Minhocasa (o link está logo à direita, na tela do blog, em "links Trololos). Já fiz muitas composteiras na vida, praticamente em todas as casas que morei depois de morar com uma de minhas professoras de jardim, Sizue Imanishi. Cada uma teve seus prós e seus contras, mas sempre achei muito mais prós do que contras e vou seguindo tentando aprender e aprimorar.
Hoje no jardim Trololo a composteira é feita com 2 caixotes de plástico vazados: enquanto um caixote está maturando (em baixo), o outro está recebendo (em cima) e fazemos o revezamento. Quando o conteúdo do caixote que estava em baixo já virou adubo, a terra é passada para um saco grande de nylon arejado, esvaziando o caixote, que é limpo. O caixote que estava em cima desce para seu conteúdo maturar e o que ficou vazio passa a ficar em cima para receber novos restos de alimentos. Coloca-se uma camada de terra, uma camada de restos de alimentos, uma camada de folhas. E por aí vai... Seo José Virgílio, criador de minhocas do Jardim Rizzo, recomendou não colocar cítricos nem farináceos, pois não fazem bem às minhoquinhas. Demora mais ou menos uns 60 dias para a terra ficar boa. Tem funcionado.
Quando seu José Virgílio veio verificar a composteira, analisou seu conteúdo e achou que estava ok. Em geral são minhocas, larvas e pequenas centopéias que se alimentam das larvas. As larvas em geral são de mosca comum, mas podem também ser de varejeiras. Acho que sem querer andei criando umas moscas varejeiras, pois Julieta, nossa cadela que tem problemas de pele, andou com bicheiras. Ontem, no momento em que estava revolvendo a terra, encontrei alguns ninhos de larvas, que tirei imediatamente. Mas não é sempre que isso ocorre e é relativamente fácil fazer o controle, pois é necessário revolver a terra de vez em quando.
Com a compostagem e a reciclagem, que é a separação de materiais reciclados destinados á coleta seletiva, o chamado "lixo sujo" diminui sobremaneira. Mesmo estando em uma família de 5 pessoas, com a presença diária de Diva e muitas e muitas visitas de amigos, nossa casa produz muito pouco "lixo sujo".
A terra produzida na composteira é redistribuída pelo jardim. Esta atividade jardineira é uma das que mais gosto, apesar de poder dizer que gosto de todas as atividades do jardim. Mas acompanhar a compostagem me faz lembrar sempre do ciclo da vida e me afasta dessa estranha sensação comum nas sociedades modernas, de não saber de onde as coisas vêm e para onde vão. Eu vejo a terra se formando e alimento as plantas com essa terra enriquecida. Eu vejo os restos de nossos alimentos humanos se tornando terra. Eu vejo o pouco lixo sujo que produzimos. Tudo isso me deixa extremamente ligada à terra, e posso dizer que as crianças também embarcam nessa. Rosinha, por exemplo, adora fazer carinho em minhoca, mesmo que eu explique a ela que minhoca gosta é de escuro, de ficar embaixo da terra... Outros que adoram as minhocas e os bichinhos da composteira são os pássaros, claro. Titi e Didi, bem como os bem-te-vis que aqui moram, ciscam as minhocas numa única investida, é incrível.
Experimente você também!
Obs: As fotos que me mostram trabalhando no jardim são do Aristides. As outras são minhas.
Aqui em casa fazemos a compostagem com os restos crus de alimentos vegetais: cascas, sementes e restos de frutas, legumes e verduras em geral. Também vão para a composteira os materiais orgânicos gerados pelo próprio jardim, como galhos e folhas, grama, frutos, etc.
Há muitas formas de fazer uma composteira e é sempre bom ter espaço. Mas já há tecnologias para casas sem quiantal e apartamentos, como as do Minhocasa (o link está logo à direita, na tela do blog, em "links Trololos). Já fiz muitas composteiras na vida, praticamente em todas as casas que morei depois de morar com uma de minhas professoras de jardim, Sizue Imanishi. Cada uma teve seus prós e seus contras, mas sempre achei muito mais prós do que contras e vou seguindo tentando aprender e aprimorar.
Hoje no jardim Trololo a composteira é feita com 2 caixotes de plástico vazados: enquanto um caixote está maturando (em baixo), o outro está recebendo (em cima) e fazemos o revezamento. Quando o conteúdo do caixote que estava em baixo já virou adubo, a terra é passada para um saco grande de nylon arejado, esvaziando o caixote, que é limpo. O caixote que estava em cima desce para seu conteúdo maturar e o que ficou vazio passa a ficar em cima para receber novos restos de alimentos. Coloca-se uma camada de terra, uma camada de restos de alimentos, uma camada de folhas. E por aí vai... Seo José Virgílio, criador de minhocas do Jardim Rizzo, recomendou não colocar cítricos nem farináceos, pois não fazem bem às minhoquinhas. Demora mais ou menos uns 60 dias para a terra ficar boa. Tem funcionado.
Quando seu José Virgílio veio verificar a composteira, analisou seu conteúdo e achou que estava ok. Em geral são minhocas, larvas e pequenas centopéias que se alimentam das larvas. As larvas em geral são de mosca comum, mas podem também ser de varejeiras. Acho que sem querer andei criando umas moscas varejeiras, pois Julieta, nossa cadela que tem problemas de pele, andou com bicheiras. Ontem, no momento em que estava revolvendo a terra, encontrei alguns ninhos de larvas, que tirei imediatamente. Mas não é sempre que isso ocorre e é relativamente fácil fazer o controle, pois é necessário revolver a terra de vez em quando.
Com a compostagem e a reciclagem, que é a separação de materiais reciclados destinados á coleta seletiva, o chamado "lixo sujo" diminui sobremaneira. Mesmo estando em uma família de 5 pessoas, com a presença diária de Diva e muitas e muitas visitas de amigos, nossa casa produz muito pouco "lixo sujo".
A terra produzida na composteira é redistribuída pelo jardim. Esta atividade jardineira é uma das que mais gosto, apesar de poder dizer que gosto de todas as atividades do jardim. Mas acompanhar a compostagem me faz lembrar sempre do ciclo da vida e me afasta dessa estranha sensação comum nas sociedades modernas, de não saber de onde as coisas vêm e para onde vão. Eu vejo a terra se formando e alimento as plantas com essa terra enriquecida. Eu vejo os restos de nossos alimentos humanos se tornando terra. Eu vejo o pouco lixo sujo que produzimos. Tudo isso me deixa extremamente ligada à terra, e posso dizer que as crianças também embarcam nessa. Rosinha, por exemplo, adora fazer carinho em minhoca, mesmo que eu explique a ela que minhoca gosta é de escuro, de ficar embaixo da terra... Outros que adoram as minhocas e os bichinhos da composteira são os pássaros, claro. Titi e Didi, bem como os bem-te-vis que aqui moram, ciscam as minhocas numa única investida, é incrível.
Experimente você também!
Obs: As fotos que me mostram trabalhando no jardim são do Aristides. As outras são minhas.
Terra boa!
Composteira com "tampa" de trançagem de folhagem do jardim
Composteira de 2 caixotes
Composteira de 2 caixotes
Bem te vi aproveitando minhocas fresquinhas na terra tirada da composteira
Remexendo a compostagem
Revolvendo a terra
Pondo a mão na terra
Fazendo terra
Tecnologia dos 2 caixotes
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Rosa e Violeta entre as orquídeas
Nesse domingo fomos ao Orquidário Ruth Cardoso, no Parque Villa Lobos. Uma beleza, mesmo. Ficamos por lá, protegidos da chuva, entre epífitas - bromélias e orquídeas - de muitos tipos, tamanhos e cores. Rosa e Violeta se esbaldaram, flores entre flores.
As fotos abaixo são do orquidário, mas tiradas da Internet (não tínhamos câmera). Então, para compensar, fiz essa ilustração com a colaboração do Ale, que introduziu o raio.
A tempestade estava de lascar. No caminho entre a "nossa amoreira" (sabem, adotamos uma amoreira no parque e sob ela fazemos nossos pique niques) e o orquidário, já se ouvia trovões e se avistava imensos raios. Um raio caiu próximo e mais tarde ficamos sabendo que atingiu uma funcionária do parque, que está hospitalizada em estado grave. Desejamos a ela que consiga se recuperar. Ale-poeta disse que seria uma manchete triste, mas bonita: flores atingidas por raio no caminho do orquidário... Felizmente nada nos aconteceu e pudemos manter a manchete em: flores brincam no orquidário... O que é bem melhor!
As fotos abaixo são do orquidário, mas tiradas da Internet (não tínhamos câmera). Então, para compensar, fiz essa ilustração com a colaboração do Ale, que introduziu o raio.
A tempestade estava de lascar. No caminho entre a "nossa amoreira" (sabem, adotamos uma amoreira no parque e sob ela fazemos nossos pique niques) e o orquidário, já se ouvia trovões e se avistava imensos raios. Um raio caiu próximo e mais tarde ficamos sabendo que atingiu uma funcionária do parque, que está hospitalizada em estado grave. Desejamos a ela que consiga se recuperar. Ale-poeta disse que seria uma manchete triste, mas bonita: flores atingidas por raio no caminho do orquidário... Felizmente nada nos aconteceu e pudemos manter a manchete em: flores brincam no orquidário... O que é bem melhor!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Presente da Iara Rolim
Há muitos e muitos anos atrás fiz esse desenho retratando Andrea Borghi, Gabriela Sampaio, Iara Rolim e eu, todas estudantes de Ciências Sociais na Unicamp (RA 1988/89...) e agora Iara me enviou de presente de aniversário. Confesso que achei muito divertido! (e continuo com o mesmo sentimento, de que chegaremos lá ainda nos divertindo com a vida)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Dia de Cla
Hoje é meu dia e o sentimento que me invade é de gratidão pelas boas coisas que tenho da vida, em especial todo o AMOR que compartilho com as pessoas queridas, minha família e amigos.
Às pessoas queridas da minha vida ofereço a safra de maracujá 2011, com o simbolismo da fartura da colheita diante de uma semeadura que vingou.Viva o ciclo da vida e que possamos colher nossos frutos com gosto e vontade, sabendo que para isso teremos que muito semear e cuidar.
Às pessoas queridas da minha vida ofereço a safra de maracujá 2011, com o simbolismo da fartura da colheita diante de uma semeadura que vingou.Viva o ciclo da vida e que possamos colher nossos frutos com gosto e vontade, sabendo que para isso teremos que muito semear e cuidar.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Férias Trololos III
Aí, como nós gostamos mesmo é de uma roça (coisa difícil de se achar aqui em Sampa!), botamos o pé na estrada de novo e fomos num fim de semana de janeiro visitar a Família Trapo no Sítio Nove Luas, para onde se mudaram há pouco, em Botucatu. Curtimos e trabalhamos, fizemos fogueira e cantamos. Coisas simples que fazemos com os amigos e que nos alimentam de amor e carinho. Salve!
Rebanho de nuvens
Ale nos conduz
Pôr do sol
Estrada em movimento
Chegança
Compadre Mariano
Flor Violeta e Laisa
Comadre Sandrinha
Galera trabalhando na piscina
Chicão dá um duro de gravata I
Chicão dá um duro de gravata II
Chicão dá um duro de gravata III
Chicão dá um duro de gravata IV
Tio Nano dá um duro de boné
A cozinha iluminada de Sandrinha
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