Mandala Jardim Trololo

Mandala Jardim Trololo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Berços de falantes

Meus amigos ambientalistas inventaram que não se pode mais chamar um buraco na terra que receberá uma nova plantinha de "cova" pois ali estará sendo plantada uma vida ainda em início, com a esperença de que vingue, cresça, se multiplique, coisa e tal. De maneira que seria muito mais apropriado chamar esse buraco de "berço".
Nesse mesmo sentido, não chamaríamos a pequena planta de "muda", já que ela sendo ser pequeno e crescente que sente e se expressa de muitas formas - se as folhas estão murchas ou viçosas, se suas flores apresentam cor forte ou não, se as flores deram frutos, se os frutos estavam doces e por aí vai - está mais para "falante".
Então em homenagem à transformação da liguagem, que reflete uma transformação nas mentes, na cultura e na forma de compreender o mundo (estamos sempre a reinventar as coisas, não?), seguem duas tiras do genial Laerte, gentilmente enviadas pelo Ale.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Família Tidico

Finalmente pude fotografar a Família Tidico, composta por João, Maria, Titi e Didi, todos Turdus rufiventris. Cenas do cuidado diário da mamãe com os filhotes (que já estão enormes mas ainda necessitam dela para se alimentar) e a presença do pai.
Os planos são de fotografar todos os pássaros do jardim, bem como as árvores e plantas em geral, disponibilizando publicações on line sobre esses assuntos. Por ora, conforme a parca disponibilidade de tempo, a Família Tidico. Note-se que as crias nasceram neste jardimTrololo!

João Tidico em primeiro plano, depois Maria e atrás Titi e Didi

Maria Tidico, Titi e Didi em volta de uma suculenta banana. Eles gostam muito de minhoca e às vezes curtem a comida da Julieta, mas a banana foi mesmo uma lauta refeição.

Maria Tidico pegando bananinha pros filhotes.

Maria alimenta Titi.

Maria volta para pegar mais banana.

Maria alimenta Didi.

Titi e Didi.

Didi aprende a ciscar.

Titi pede comida.

Didi pede comida.

Maria alimenta Didi.

Maria alimenta Didi zoom.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dia da Rosa

O dia da Rosinha foi ontem, 29/11. Fez 4 aninhos. Nossa pequena já está ficando grande, jajá vira roseira.
Segue umas fotos que já postei nesse blog, mas vale repetir. E algumas versões de Rosa do Pixinguinha. Incrivel, não consegui na Internet nenhuma com o próprio, mas as que seguem seguramente são mui lindas.

http://www.youtube.com/watch?v=gZj1Z1hdPE0&feature=related

Por Paulo Sergio Santos

http://www.youtube.com/watch?v=OPhcp2KYy1o&feature=related

Por Baden Powell

http://www.youtube.com/watch?v=09ata4Ujams&feature=related

Por Paulinho Nogueira

http://www.youtube.com/watch?v=lPLPSgJaMmk&feature=related

Por Caetano Veloso



domingo, 21 de novembro de 2010

As minhocas do Jardim Rizzo

Durante as pesquisas sobre compostagem, acabei descobrindo que as minhocas vermelhas da califórnia é que são mais indicadas para o caso. É possível comprar lotes de minhocas, inclusive no Mercado Livre. Por ali, acabei encontrando o Sr. José Virgílio, criador de minhocas vermelhas da califórnia, minhocas gigantes africanas, minhocuçus e iscas vivas para pescaria, entre outros. Achei que o Sr. José Virgílio morava em Mato Grosso, por alguma razão que já não me lembro. Mas me comunicando com ele, soube que morava em Sampa, o que achei ótimo, pois me economizaria o frete.

Ontem finalmente consegui um tempo para ir até a casa do Sr. José Virgílio buscar um lote de 100 minhocas e liguei para ele, para saber seu endereço. Descobri que ele morava no Butantã, o que me facilitava ainda mais a vida. Mas a surpresa maior, essa de responsa, foi que não só o Sr. José Virgílio mora em Sampa, no Butantã, mas no JARDIM RIZZO, onde nós moramos! Somos vizinhos, literalmente! A casa dela fica a menos de 2 quarteirões da nossa!

Combinei então: estou indo aí. E fomos, o Chico e eu, buscar nossas minhocas para a compostagem. A casinha dele parece mesmo com a nossa e ele cria minhocas no corredor lateral, um lugar escurinho e um pouco úmido. Começamos a conversar sobre compostagem e eu cheia de perguntas, pois nossa compostagem está muito encharcada e parece que anda meio ácida a terra que estamos a produzir. Num instante ele me perguntou: "quer que eu vá lá dar uma olhada?" Claro que sim!

E não é que ele veio, olhou a compostagem toda, analisou todos os bichos, larvas, moscas, tudinho, deu alguns conselhos sobre plantas que demoram muito para se decompor (no caso, plantas do meu jardim, que podo às vezes) e sobre não colocar laranja nem abacaxi (laranja nós já estávamos evitando). Mas concluiu que nossa composteira está ÓTIMA! Agora então, com o novo late de minhocas, ficará incrível (ele me disse que em 3 meses as minhocas triplicam de número!).

Bem, eu achei tudo isso muito interessante, uma aprendiz de jardineira vizinha de um criador de minhocas no Jardim Rizzo... É como diz o Chico: "bem, ele tinha que morar em algum jardim mesmo..."

Hoje e sempre, sincronicidências!

O contato do Sr. José Virgílio para quem estiver interessado em comprar minhocas (ele fornece para o Brasil inteiro, via Sedex e tem uma apostila que explica sobre a criação): jvirgilio@superig.com.br

 E mais um endereço eletrônico, para quem estiver a fins de composteiras, inclusive para apartamentos (é um pessoal de Brasília, jovem e legal; os produtos são um pouco caros, mas além de funcionarem, dão boas idéias para quem estiver a fins de fazer algo alternativo, como foi o caso daqui de casa): http://www.minhocasa.com/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia do Chico

Hoje é o aniversário de 11 anos do nosso Francisco. Seguem dois vídeos do presente do Aris, uma música dedicada ao Chico, do acordeonista da porta da 29 Bienal. E a foto de um grafite do Chico na rampa de skate da EMEF Amorim Lima.

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Vigilantes da Natureza

O grupo Vigilantes da Natureza é um grupo da EMEF Desembargador Amorim Lima voltado à arte e ao meio ambiente. A educadora Adelina de Barros Carneiro criou o grupo há 13 anos, junto com outras educadoras, e vem trabalhando esses temas com as crianças. A cada ano há oficinas e propostas diferentes, mas duas coisas são permanentes: a horta e a coleta de material reciclável.

Abaixo, a alegria das crianças no cuidado da horta e a colheita da saladinha da janta. Privilégio conviver com o grupo e ser uma Vigilante!



 Girassóis em primeiro plano






 Mestra Adelina

Buquês de hortaliças.

Alfaces, feijões, girassóis

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia do Saci

Hoje é o dia nacional do saci. Não digo que já vi saci, que seria mentira. Mas posso afirmar que já senti saci. Você já sentiu saci?

Segue o link do Manifesto do Saci, da Sociedade dos Observadores de Saci.
http://www.sosaci.org/oi-nois-aqui.htm

 O link da música do Guinga, Saci, numa versão com Lenine, super linda.
http://vimeo.com/9602037

Saci

(Guinga e Paulo Cesar Pinheiro)

Quem vem vindo ali
É um preto retinto e anda nu
Boné cobrindo o pixaim
E pitando um cachimbo de bambu

Vem me acudir
Acho que ouvi seu assovio
Fiquei até com cabelo em pé
Me deu arrepio, frio

Quem vem vindo ali
Tá capengando numa perna só
Só pode ser coisa ruim
Como bem dizia minha vó

Diz que ele vem
Montado num roda-moinho
ah sei quem é, já vi seu boné
Surgir no caminho

Quando ele vê qu'eu me benzi 
E que eu me arredo, cruz credo
Solta uma gargalhada
Some na estrada

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jardim de amigos

Encontro de amigos do Brandão
Incrível a quantidade de flores e gentes lindas. Fernando Guimarães, Ivan Vilela, Tião, Dete, Luiza Alonso, Calu Rodrigues, Iara Rolim, Neuzinha, Lele, pra falar alguns... Não tem coisa melhor nesse mundo que estar em nosso jardim de amizades!
E também é muito gostoso verificar a sintonia entre nós.
Brandão nos deu um presente, seu último livro (bem, demos a ele o disco de Roberto Correa e Siba, para contribuir com sua discoteca de viola).

O presente foi pra Alice, Francisco e Rosa, mas com o recado de que eles podem emprestar para Clarissa e Ale...

Um jardim de tudo para todos!
Que, nas primeiras páginas, nos orienta a ouvir o sabiá... Isso é sintonia. Sintonia em sabiá.
Diz ele:

"E o mar? O verde das águas do mar? E a água que cai com a chuva (e está na hora das águas voltarem de novo, com a Primavera)? E o reverdecer das folhas nas árvores? E o colorido das flores nas plantas da terra e da Terra? E o vôo de um pássaro? Ah! Todo o mistério da beleza da Vida no vôo de um passarinho! E o cantar de um sabiá? Vocês já pararam um dia pra ouvir um sabiá cantando?"

Pessoas que indicam o canto do sabiá unidas permanecem unidas!

Depois veio o Aristides.
Veio rosar conosco. Rosar é o contrário de rosnar. Trouxe com ele a cuíca de nome Alice (não é que Alice tem uma personagem palhaça chamada Cuíca? pois então, nada mais justo do que uma cuíca chamada Alice no contraponto). Muita música e grafitarias. Impressões.
E a "Agenda do fim dos tempos drásticos", de Javier Peñafiel. Muito bom estar entre amigos. Do Aris ficaria uma Incursão, mas ainda não consegui. Então vão aqui mesmo algumas artes.

"Esta agenda pretende colaborar com o fim dos tempos
drásticos (os tempos do capricho institucional,
do melodrama sentimental e da necrofilia do mundo
final, entre outros).

A agenda antecipa algumas mutações previsíveis naquilo
que atualmente conhecemos como dias, e se arrisca a
imaginá-los em um futuro imediato.

Ela pretende ser porosa.

Algumas sugestões e documentos recentes são
publicados para serem novamente reinterpretados
e manipulados por prazer."










quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Turdus rufiventris

Nesses dias de muito sabiá e primavera (haja poesia!) me lembro de Dércio Marques, que colocava num lado da casa uma música de gente e no outro lado, ao mesmo tempo, uma música de natureza. Sempre dava certo, parecia combinação. Vai ver que era...

Links. O primeiro tem o canto do sabiá mais purinho. O segundo é um breve vídeo, que passa de raspão pelo Gonçalves Dias. O terceiro é da wikipedia, que traz informações interessantes e um canto de sabiá que mora em cidade, misturando um pouco de canto de galo e buzina. Oiçam!

E, depois, claro, não deixem de ouvir os mis sabiás que voam por Sampa City e por outras grandes e pequenas cidades do nosso Brasil.

Depois nunca mais deixem de ouvir todo sabiazinho que estiver por perto!

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/classe-aves/canto-do-sabia-laranjeira.php

http://www.youtube.com/watch?v=3e972u9s0RQ

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabi%C3%A1-laranjeira



A via do diálogo

Fui à delegacia registrar a ocorrência. O delegado não quis fazer o boletim, ja que a ocorrência se enquadra em crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (artigo 49, "caput", da Lei n 9.605/98), e me encaminhou à delegacia de competência, D.P.P.C.
Já não seria um registro de ocorrência e sim a abertura de um processo. Reflexões.
Ontem andamos a conversar sobre isso e, por fim, ouvindo minha mui sábia mãezinha, resolvemos tentar a via do diálogo, mesmo tendo o ato de cortarem o galho da pitangueira sido de caso pensado, proposital, agressivo e invasivo. Mas decisão tomada, pedi a uma outra vizinha que estivesse presente como testemunha, bati a campainha da vizinha do lado e expus a situação. Ela me disse que conversará com sua família.
Espero que tenha sido possível resolver dessa forma, à primeira vista mais eficiente, pois pode produzir um bom resultado com (relativamente) pouco gasto de energia. Oxalá!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nem tudo são flores e pitangas

A contenda com o vizinho... Cortaram um galhão da pitangueira (que tá cheia de pitangas!)...


Dá pra ver o buraco na copa... Parece uma dentada... Aquele pedaço de muro ali no meio não se via não... É isso. Tem gente que serra pitangueira em fruta. A dor nos vegetais.

sábado, 16 de outubro de 2010

Segredos Vegetais

Dércio Marques

No meu jardim, no meu jardim
As flores falam
E sabem ler, sabem entender a dor que calam

Quem cala não consente
As flores sabem mais
da dor que a gente sente
a dor nos vegetais
adoronos vegetais

O girassol. o girassol
mudou de rua
virou de costas para o sol
namora a lua (está de lual)

E o mal-me-quer
E o mal-me-quer
Expira e exala
pra coroar seu bem querer se despetala

Quem cala não consente
As flores sabem mais
Em silêncio elas sentem Ador nos vegetais
Segredos vegetais

Se eu pudesse ser madeira
Eu queria ser vara de marmelo
Carregar fruto maduro
Ser doce puro, sol amarelo

No meu quintal, no meu quintal
bicho da lua
falou assim ao urutau
qual é a tua

Me disse assim um japonês
Seo Watanabe
Por mais que o home seja ruim
que não se acabe

Quem cala não consente
As flores sabem mais
A dor que a gente sente
A dor nos vegetais
Adornos vegetais

O meu destino, o meu destino
é ser um bosque
com muita flor (como um castor)
muito cipó
que nos enrosque

Se eu pudesse ser roseira
eu queria dar rosa bem cheirosa
pra enfeitar moça faceira
morena bela, mulher formosa
Cor do sol, cor do sol

O meu jardim, o meu jardim
É atrás de um prédio
onde um jasmim
disse: ai de mim
morro de tédio

Disse o angelim ao alecrim
que o amor é um duende
amor é coisa de jardim
flor não se vende

Quem cala não consente
As flores sabem mais
em silêncio elas sentem
segedos vegetais
segredos vegetais

No meu jardim, no meu jardim
nasce uma hera
me surpreendeu em pleno abril
a primavera

E o meu destino, o meu destino
É ser um bosque
com muita flor
muito cipó
que nos enrosque

Quem cala não consente
As flores sabem mais (não é castor?)
Da dor que a gente sente
A dor nos vegetais





quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Batuquinho do Presépio, domínio público




Oi Sinhô menino diz que tem
É um pezinho de alecrim
E eu pedi ele um galhinho
Ele me deu galho e meio

Oh! Dão, dão, dandoê
Vamos dar louvor
ô Sinhô Menino

Oi Sinhô menino diz que tem
É um pezinho de coqueiro
Eu pedi ele um coquinho
ele me deu coco e meio

Oi Sinhô menino diz que tem
É um pezinho de cana
Eu pedi ele um gominho
Ele me deu gomo e meio

Ô Sinhô menino diz que tem
É um pezinho de rosa
Eu pedi ele uma rosinha
Ele me deu rosa e meia

Quem sai com este menino
Ocê sai com ele devagarzinho
Prá livrá de trupicão
Olha os buraco no terreiro